segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Um é pouco, dois é bom, três é demais!

  


      Estava na porta do escritório do marido, com um pé a frente do outro para entrar quando uma voz alterou-se:
_ Com licença! Avisa ao Sr. Fernando que já estou esperando.
      Embaraçada e sem entender o que aquela mulher de meia idade, com roupas simples, cabelos amarrados queria com seu marido, indagou a esposa:
_Esperando para quê?
      Sem gostar da resposta que recebeu, entrou esbaforida na sala do marido e o alertou que uma mulher chamada Graça o aguardava em frente as estabelecimento para fazer a limpeza de seu apartamento.
      Sim, caro leitor! Os apartamento DELE, não deles, já que moravam em uma casa.
      Fernando o Marcela estava, casados já havia algum tempo, tinham dois filhos.
      Surpreso com o futuro flagra e nervoso, sem saber o que fazer nem o que inventar, o marido seguiu o caminho para o tal apartamento, enquanto Marcela o seguia.
      Dona Graça nada entendia. Estava no carro do seu Sr. Fernando para fazer a limpeza que, por sinal, não era a primeira vez.
      Marcela não parava de imaginar A motivo desse apartamento, e seu sangue se esquentava cada vez mais. Fernando não conseguia pensar em nenhuma desculpa, algo que o tirasse daquela situação.
      Foram quatro lances de escada no mais absoluto silêncio e Marcela começou a reconhecer o local. "Por isso chegava mais tarde em casa e acordava tão cedo para o trabalho. Imagina que nem tomava mais café para não perder produção. Eu mato esse safado!", pensava Marcela.
      A cada subida existia uma familiaridade maior da parte de Marcela, ela já havia estado naquele prédio.
      Ao abrir a porta, deram de cara com um quarto e sala todo mobiliado. Dona Graça foi direto procurar o balde e se enfiou na área de serviço, para só sair quando estivesse tudo resolvido.
      Embora nunca tivesse entrado no apartamento, o prédio batia com a descrição de uma promessa feita por Rômulo à Marcela. Rômulo era seu melhor amigo e sabia consolá-la muito bem sempre que necessário.
      Ao se aproximarem do banheiro, Marcela e Fernando ouviram uma voz gritar:
_É você amor?
      "É a voz dele!", pensou Marcela.
      "Já era, agora não tem mais jeito!", pensou Fernando.
      E ao mesmo tempo, os dois responderam ao dar de cara com Rômulo abrindo a porta, enrrolado de toalha:
_Sim meu bem, sou eu!




      

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